Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça

Ouvir, ainda de longe, o som poderoso de uma queda d’água rompendo o silêncio da mata é o primeiro sinal de que algo grandioso está por vir. Aos poucos, a vegetação se abre e revela um cenário arrebatador: são 144 m de água despencando entre paredões cobertos de verde, formando uma névoa que dança com o vento e parece fumaça. Assim é o cartão de visitas do Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça, localizado no município de Alegre, no sul do Espírito Santo. Um espetáculo natural que emociona quem vive essa experiência única.

A natureza caprichou em cada detalhe do Parque e o transformou em um refúgio para quem busca se reconectar. Dá para se refrescar nas corredeiras de riachos cristalinos, fazer um piquenique ao som das águas, se aventurar por trilhas acessíveis e interpretativas em meio a florestas restauradas, passando por mirantes panorâmicos, ou simplesmente sentar-se em uma pedra à margem do rio e deixar a natureza fazer o resto. A fauna e a flora da Mata Atlântica estão por toda parte: bromélias, figueiras, jacarandás, além de animais como lontras, pacas, jaguatiricas e inúmeras espécies de aves. Cada curva do parque é uma nova chance de se encantar.

O Parque também pulsa com a energia das comunidades do entorno, que cuidam, protegem e ajudam a contar suas histórias. A visita à Cachoeira da Fumaça é uma experiência completa de conexão profunda com a terra, com a água e com o que há de mais essencial na vida: o equilíbrio entre contemplação e conservação. Um lugar onde o Espírito Santo mostra, com toda sua força, que beleza natural e acolhimento andam sempre juntos.

Quando ir

O parque pode ser visitado o ano todo, mas os meses de janeiro e fevereiro é considerado o melhor período para quem deseja aproveitar a experiência completa. Nessa época, o volume da cachoeira aumenta significativamente, tornando o espetáculo da “fumaça” ainda mais impressionante. Além disso, a temperatura da água fica mais agradável para banhos nos rios e poços do parque. É também quando há maior atividade da fauna e flora locais, tornando as trilhas ainda mais ricas para observação. Durante o período seco (de maio a setembro), o fluxo de água tende a diminuir, mas o clima mais ameno favorece as trilhas e os momentos de contemplação, com menos chuvas e trilhas mais firmes.

Como chegar

O Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça está a cerca de 228 Km de Vitória, capital do Espírito Santo. A partir de Vitória, siga pela BR-262 até o trevo de acesso à cidade de Alegre (via BR-482). De Alegre até o parque, são aproximadamente 30 Km, com acesso pela rodovia ES-484.

O parque também é acessível para ciclistas, com boas estradas para quem busca unir turismo de natureza e aventura sobre duas rodas.

Horário de funcionamento

Todos os dias, das 8h às 17 horas.

Curiosidades

Cachoeira da Fumaça

Principal atração do parque, com uma queda d’água de 144 m de altura. Está localizada a poucos metros da sede administrativa e do estacionamento. Poços para banho são raros devido a ocorrência de forte corredeira no Rio Braço Norte.

Mirante da cachoeira

Localizado na estrada de acesso ao Parque, na ES-484, próximo ao portal de madeira. Do alto é possível avistar a Cachoeira da Fumaça e suas encostas com exuberante vegetação.

Circuito de trilhas da cachoeira

Conjunto de trilhas curtas com 580 metros de percurso. Possibilita diferentes acessos ao Rio Braço Norte em meio a um jardim natural irrigado pela Cachoeira da Fumaça.

Circuito de trilhas do Córrego Graminha

Conjunto de trilhas com 870 metros de percurso que levam às margens do Córrego Graminha.

Trilha das Abelhas Nativas

Pequeno percurso de 31 metros utilizado para atividades educativas e interpretativas. É possível observar abelhas nativas através de caixas expostas na trilha.

Trilha do Cruzeiro (Mirante do Cruzeiro)

Trilha de 325 metros de extensão que leva ao local onde existiu um antigo cruzeiro de madeira da comunidade local. Ao fim da trilha é possível avistar a cachoeira de um ângulo diferente, além de grande parte do vale do Rio Braço Norte com algumas montanhas ao fundo.

Trilha do Seu Jacy

Batizada com o nome de um antigo e tradicional morador local, a trilha de 2,5 Km passa pela margem esquerda do Rio Braço Norte, em direção à cachoeira.

Trilha do Seu Tião Norinho

Acesso à antiga residência de Seu Tião Norinho, morador local que vivia ao lado da cachoeira. A trilha possui 151 metros de extensão e durante seu percurso é possível conhecer o Poço do Índio.

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Em breve, serão lançados mais roteiros de parques naturais.

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